Sem procedimento de secagem e reaproveitamento, resíduo do tratamento de esgoto na cidade iria para aterro sanitário.

São cerca de 900 toneladas por mês.

Piracicaba implanta sistema que permite reaproveitar a sobra do tratamento de esgoto A Universidade de São Paulo (USP) campus da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba (SP), desenvolveu uma maneira de reaproveitar o lodo que sobra do tratamento de esgoto.

O processo de secagem consegue transformar o resíduo em adubo. O sistema funciona em uma espécie de estufa.

Cerca de 900 toneladas de lodo recolhido nas estações de tratamento de esgoto da cidade são levadas para o local.

Antes da implantação desse tratamento, o resíduo era levado para o aterro sanitário. "Esse secador nada mais é que uma base de concreto em uma área de três mil metros quadrados, um trator agrícola e um conjunto de pás rotativas.

Em um período de 30 dias esse lodo depositado no sistema tem uma redução de três vezes o seu volume inicial", explicou o gerente de engenharia e operações Valdir Alcarde Júnior. Processo de tratamento de lodo na USP de Piracicaba Reprodução/EPTV No final do processo, o material seco tem a textura de terra e pode ser usado como adubo em plantações agrícolas.

Apesar de ser um processo relativamente simples, não pode ser feito de modo caseiro.

"Para quem tem fossa em casa, não é simplesmente pegar aquele lodo proveniente da fossa e aplicar em uma base de concreto.

Esse projeto teve um estudo de engenharia e autorização dos órgãos ambientais", disse. Júnior também orientou que para os que têm fosse em casa o ideal é contratar um serviço para remoção do lodo e transferência para uma estação de tratamento autorizada. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba